No estudo “Os Portugueses e as Redes Sociais” de 2026, o Instagram surge em primeiro lugar na escolha da rede mais utilizada, com 32,2% dos inquiridos. Seguem-se o WhatsApp, com 25,6%, e o Facebook, com 21,7%. A notícia foi divulgada pelo ECO a 9 de outubro, com dados da Marktest.

Estes valores respondem a uma pergunta específica: qual é a rede mais utilizada por cada inquirido? Não significam que apenas 32,2% dos portugueses tenham Instagram. Também não são uma distribuição de investimento publicitário recomendado. Antes de transformar um ranking num plano, convém perceber o que o ranking mede.

O que dizem os dados de 2026?

Primeiras três redes na escolha da rede mais utilizada — Marktest, segundo o ECO
RedeInquiridos que a indicam
Instagram32,2%
WhatsApp25,6%
Facebook21,7%

A edição de 2026 baseia-se em 802 entrevistas online, realizadas entre 6 e 21 de julho, a utilizadores de redes sociais entre os 15 e os 64 anos, residentes em Portugal Continental. O ECO descreve este universo e a metodologia na cobertura do mesmo estudo. A leitura deve respeitar estes limites, incluindo as idades e a geografia abrangidas.

Qual é a melhor rede social para empresas?

Depende da empresa, da pessoa a quem quer chegar e da ação que quer facilitar. Uma marca de decoração pode precisar de mostrar proporções e materiais. Um serviço para equipas de recursos humanos pode precisar de explicar uma abordagem e responder a objeções de compra. Os dois negócios não têm de começar pelo mesmo canal.

Na Comuniqa, cruzaríamos três perguntas: onde há sinais de atenção do público relevante, que conteúdo conseguimos produzir com qualidade e que percurso existe até ao contacto ou à compra? Ter uma conta aberta não responde a nenhuma delas.

Estar em todo o lado dá trabalho. Estar no sítio certo também. A diferença está no propósito.

Como atribuir uma função a cada canal

As hipóteses seguintes são critérios de planeamento da Comuniqa, não conclusões estatísticas do estudo. Servem para discutir o papel de cada plataforma e desenhar um teste adequado à marca.

  • Instagram: testar demonstrações, bastidores, projetos e conversas em torno de uma oferta visual. Define o que uma visita ao perfil deve esclarecer.
  • WhatsApp: avaliar o seu papel no contacto e no acompanhamento, quando as pessoas escolhem esse canal. A equipa precisa de horários, responsáveis e capacidade de resposta.
  • Facebook: verificar se os clientes atuais e as comunidades relevantes continuam ativos. Um ranking nacional não substitui os dados da própria página.
  • LinkedIn: testar conteúdos ligados a problemas profissionais, conhecimento da equipa e decisões empresariais, quando esse contexto coincide com o público.
  • TikTok e YouTube: explorar explicações e demonstrações em vídeo, com uma proposta de conteúdo que a equipa consiga manter. Cada plataforma pede uma avaliação própria.

O mesmo conteúdo não tem de aparecer com a mesma legenda e a mesma montagem em todos os canais. Uma ideia pode dar origem a um vídeo curto, a uma explicação mais desenvolvida e a uma resposta enviada pelo atendimento. A consistência está na mensagem; a adaptação está na forma.

Um exemplo: uma pequena marca com recursos limitados

Imagina uma loja de iluminação que recebe sempre as mesmas perguntas sobre dimensões, instalação e escolha de temperatura de cor. A nossa hipótese inicial seria organizar esses temas num canal principal de descoberta e criar páginas de produto que desenvolvessem as respostas.

Durante seis semanas, a equipa poderia testar três linhas de conteúdo: demonstração num espaço, comparação entre opções e resposta a uma dúvida. Cada publicação apontaria para uma ação concreta, como consultar medidas ou pedir apoio para uma divisão. Este período é uma janela de trabalho proposta, sem promessa de significância estatística ou de vendas.

Se as pessoas demonstrassem interesse mas voltassem a perguntar informação já publicada, reveríamos a clareza. Se surgissem pedidos fora da área de entrega, reveríamos o contexto. Se a produção se tornasse insustentável, ajustaríamos o ritmo antes de abrir mais um canal.

O que medir além do número de seguidores?

O relatório deve ajudar a tomar decisões. Para descoberta, observa se os conteúdos chegam ao público pretendido. Para interesse, acompanha perguntas relevantes, visitas às páginas e conteúdos que as pessoas guardam. Para negócio, regista contactos qualificados, marcações ou compras, conforme o objetivo.

Esses sinais têm pesos diferentes. Guardar uma publicação não equivale a comprar e um clique não revela, por si só, intenção comercial. O artigo sobre métricas de redes sociais além dos seguidores ajuda a construir uma leitura mais útil.

Reserva também uma linha para o esforço: horas de produção, atendimento e investimento. Uma presença que funciona no papel mas esgota a equipa precisa de ser redesenhada. A melhor rede social para a tua empresa é uma decisão que se revê com evidência.

Perguntas frequentes sobre a escolha de redes

Se o Instagram lidera, devo começar por aí?

Pode ser uma hipótese. Confirma primeiro se o público, a oferta e os recursos da marca a sustentam. O ranking ajuda a enquadrar o mercado; não escolhe a estratégia pela empresa.

Uma pequena empresa precisa de estar em todas?

A nossa recomendação é começar com uma função clara para cada canal ativo. É preferível conseguir responder, aprender e melhorar a ter vários perfis sem acompanhamento.

Devo abandonar uma rede que aparece abaixo no ranking?

Não apenas por esse motivo. Se gera relações e oportunidades relevantes, merece ser avaliada pelos resultados da marca. A dimensão nacional e a utilidade para um negócio são medidas diferentes.

O teu calendário começa na plataforma ou no negócio?

Ajudamos a escolher os canais, os temas e a forma de avaliar o trabalho. Com espaço para a personalidade da marca e para aquilo que a equipa consegue sustentar.

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Fontes e contexto

Fontes consultadas a 16 de outubro de 2026. As recomendações e os exemplos ilustrativos representam a perspetiva editorial da Comuniqa.