Se a prioridade é produzir conteúdo para a marca utilizar, faz sentido avaliar criadores de UGC. Se é chegar a uma comunidade através de uma pessoa que já tem relação com ela, faz sentido avaliar influenciadores. As duas funções podem coexistir no mesmo projeto, desde que os entregáveis e as utilizações fiquem claros.

O número de seguidores é uma parte da conversa. Não responde, sozinho, à pergunta mais importante: o que estamos a contratar e para quê?

UGC: o que é e o que significa contratar um creator?

UGC significa user-generated content, ou conteúdo criado por utilizadores. Pode ser uma fotografia, um comentário ou um vídeo que alguém publica por iniciativa própria. No mercado de serviços criativos, “UGC creator” também é usado para quem produz conteúdo contratado, frequentemente com uma linguagem próxima de demonstrações e experiências pessoais.

Convém distinguir estas situações no briefing. Um vídeo pago a um criador não se transforma numa opinião espontânea de um cliente por ter sido gravado com telemóvel. A marca deve saber o que está a comprar e como esse conteúdo será apresentado.

O termo “UGC Creator” aparece na lista de tendências dos EUA da Exploding Topics, atualizada em outubro de 2026. É um sinal internacional de interesse. Não fornece, por si só, um volume de pesquisa para “UGC Portugal” nem demonstra procura pelo serviço no mercado português.

UGC vs influenciadores: o que muda no projeto?

Distinções de planeamento; o acordo concreto pode combinar funções
DecisãoProdução UGC contratadaInfluenciador com publicação
PrioridadeObter peças para a marca utilizar.Chegar à comunidade do criador.
PublicaçãoNos canais acordados com a marca; não implica publicação no perfil do criador.No perfil do criador, nos formatos e datas acordados.
SeleçãoCapacidade de explicar, produzir e representar o contexto pretendido.Afinidade com a marca, público, relação com a comunidade e qualidade do conteúdo.
AvaliaçãoQualidade e utilidade das peças, custo de produção e desempenho onde forem utilizadas.Alcance relevante, interação, tráfego e resultados associados à colaboração.

Um criador com uma comunidade pequena pode ser uma boa escolha para um tema especializado. Um perfil com maior audiência pode ser útil para um objetivo de notoriedade. Nano, micro e macro são categorias de escala; a adequação precisa de uma análise do perfil, do público e do projeto.

Dois exemplos para tornar a escolha mais clara

Uma marca precisa de demonstrar um produto. Imagina uma empresa de organização doméstica que quer mostrar três utilizações de uma caixa modular. Pode contratar um criador para produzir vídeos destinados às suas páginas e campanhas. Nesse caso, interessa avaliar a clareza da demonstração, o ambiente, a qualidade da imagem e as utilizações acordadas.

Uma marca quer apresentar uma experiência a um público local. Imagina um espaço de workshops que pretende chegar a pessoas interessadas em atividades criativas numa determinada região. Pode fazer sentido colaborar com um criador cuja comunidade tenha essa afinidade. É preciso analisar o público e o conteúdo habitual, além do total de seguidores.

São exemplos ilustrativos. Em ambos, pode existir uma solução combinada: publicação pelo criador e peças adicionais para a marca. Essa combinação deve constar da proposta, com custos e condições explícitos.

O melhor perfil é aquele que faz sentido para o projeto. O briefing tem de chegar primeiro.

O que deve ficar definido antes da produção?

  • Objetivo e público: que mudança se pretende e para quem se comunica.
  • Entregáveis: número de peças, duração, formato, versões, legendas e eventual entrega de ficheiros de origem.
  • Processo: briefing, envio de produto, calendário, aprovação e revisões incluídas.
  • Publicação: em que perfis, datas e condições o conteúdo será divulgado.
  • Utilização: canais, duração, território, edição, publicidade paga e eventual utilização através do perfil do criador.
  • Responsabilidades: identificação da relação comercial, validação de afirmações e tratamento de alterações ou imprevistos.

Esta é uma lista prática para preparar o acordo. O facto de a marca pagar a produção não deve ser tratado como autorização ilimitada para qualquer utilização. O Influencer Legal Hub da Comissão Europeia reúne orientações sobre publicidade e propriedade intelectual, incluindo licenças e limites de utilização. Confirma por escrito o que foi combinado e valida as condições necessárias ao projeto antes de ativar campanhas.

Como avaliar resultados com critérios justos?

Se contrataste produção, começa por avaliar se as peças respondem ao briefing e podem ser utilizadas como previsto. Depois, acompanha o desempenho no contexto em que são publicadas. Uma peça num anúncio e outra numa publicação orgânica não estão a trabalhar nas mesmas condições.

Se contrataste acesso a uma comunidade, observa a adequação do público, o alcance disponível, a qualidade da interação e os passos seguintes. Ligações identificadas e códigos podem ajudar a acompanhar ações, mas não mostram todas as influências sobre uma compra.

Inclui os custos de produção, produto, utilização e distribuição. E reserva espaço para a relação: cumprir prazos, dar feedback claro e respeitar o conhecimento do criador também influencia a qualidade das colaborações futuras.

Perguntas frequentes sobre UGC em Portugal

Um UGC creator precisa de ter muitos seguidores?

Quando o objetivo contratado é produzir peças para a marca, o foco está na capacidade de criação. Se o projeto inclui publicação no perfil, a audiência e a relação com ela passam a fazer parte da avaliação.

Posso transformar qualquer vídeo recebido num anúncio?

Confirma primeiro se a utilização em publicidade paga e as condições dessa utilização estão incluídas no acordo. Ter o ficheiro não esclarece, por si só, todas as permissões.

Como trabalha a Comuniqa com criadores?

Ligamos as necessidades das marcas a criadores para projetos concretos, com estratégia, seleção e acompanhamento. A Comuniqa não faz agenciamento de influenciadores. Se crias conteúdo e queres dar-te a conhecer, podes candidatar-te na página de criadores. A candidatura permite conhecer o teu perfil e não garante uma colaboração.

O projeto certo começa com um bom encontro.

Na Comuniqa, trabalhamos com marcas para definir objetivos, escolher criadores e acompanhar campanhas. Vamos perceber de que conteúdo e de que relação precisa a tua marca.

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Fontes e contexto

Fontes consultadas a 16 de outubro de 2026. As recomendações e os exemplos ilustrativos representam a perspetiva editorial da Comuniqa.